Petrobras aprova novo equacionamento de déficit do Petros e arcará com bilhões

SÃO PAULO (Reuters) – A Petrobras (SA:PETR4) informou nesta terça-feira que seu conselho de administração deliberou sobre o novo plano de equacionamento de déficit bilionário dos planos Petros, fundo de pensão dos funcionários da estatal, que deverá arcar com bilhões de reais neste processo.

O plano de equacionamento levará em conta a insuficiência de recursos dos referidos planos Petros, avaliada em 33,7 bilhões de reais em 31 de dezembro de 2019, disse a estatal em comunicado.

A Petrobras informou ainda que, do valor total, 15,6 bilhões de reais serão de responsabilidade da empresa, enquanto o restante do déficit será “suportado” pelas demais patrocinadoras do fundo (BR Distribuidora (SA:BRDT3) e Petros) e por participantes e assistidos.


Segundo a petroleira, o valor de responsabilidade da Petrobras será arcado por meio de contribuições extraordinárias ao longo da existência dos planos, que totalizam o montante de 13,6 bilhões de reais, e por meio de uma contribuição à vista, no valor de 2,02 bilhões de reais.

O desembolso das contribuições extraordinárias da Petrobras é estimado, no primeiro ano, em 941 milhões de reais, com fluxo decrescente de amortização, sendo que 91% será amortizado em 25 anos, acrescentou a empresa.

Com o novo plano de equacionamento de déficit, disse também a Petrobras, “foi possível a redução das contribuições extraordinárias para a maior parte dos participantes e assistidos assim como o aprimoramento dos regulamentos dos planos, o que permitirá a revisão das contribuições normais e mitigará a necessidade de planos de equacionamento no futuro”.


(Por Roberto Samora)

8 comentários

  1. Como é que a Petrobrás paga aos seus credores bilhões de reais à vista com anos de antecipação e a nós que entregamos nossa força, juventude e dedicação, só agora ela admite dever, embora seja muito menos do que o real. E ainda só paga um sinal ínfimo de dois bilhões e pouco mais de reais e quer parcelar o restante do que ela reconhece, a perder de vista e de nós sempre será contada as diferenças futuras. Onde estão os meios de defesa que não tomam o menor posicionamento e permite uma aberração dessas…
    Mais que provado que não há dignidade, hombridade e responsabilidade da parte das instâncias que deveriam se pronunciar!!!!

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    1. Prezado Rubem, compreendo sua indignação que também é nossa. O que podemos lhe afiançar é que não faltará luta de nossa parte para resgatar tudo aquilo que nos foi tirado. Foco é fé tem sido o nosso lema. Esse canal de comunicação é muito importante por dar voz e vez a todos nós que estávamos invisíveis.

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  2. Lamentável a forma de como é noticiado. Parece que a Petrobras está fazendo um grande favor à todos nós, aportando além do que é lhe é devido. É por essas e outras que voltamos à ouvir: “aposentados marajás”. Marajás, rotulagem que nos deram desde quando ainda estávamos na ativa.😡😡

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    1. Prezado Luiz Neves, ainda não nos tiraram o direito de ficarmos indignados. A verdade é que a imprensa, e seus articulistas, fazem parte do quarto ou quinto poder no país, porque têm o alcance, inimaginável, de disseminar informações com o potencial positivo ou negativo, de acordo com o viés político da fonte. Esse termo “marajás”, foi consagrado na época em que o ex-presidente Collor era ainda governador do Alagoas, há mais de 30 anos. Não podemos nos prender a rótulos, porque a nossa importância, enquanto trabalhadores da ativa ou aposentados da maior empresa desse país, não é dada através de frases ou slogans e sim feita do suor e da entrega de resultados, tais como o atingimento da produção de óleo e gás em 3,025 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), no último trimestre de 2019, o que representa um novo marco na história da Petrobras, rompendo pela primeira vez a barreira de 3,0 MMboed, num trimestre. “Os cães ladram e a caravana passa”.

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  3. Esse título “arcará” esconde a realidade. Os rombos foram causados pela própria Petrobras, quando indicou uma gestão incompetente e corrupta.

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    1. Prezado David, entendemos muito bem o seu posicionamento em relação ao termo “arcará” utilizado na divulgação da notícia. Gostaria, se me permite, tentar fazê-lo ver tudo isso por um outro prisma, sem se ater a questões de semântica (no que tange ao sentido das palavras e sua denotação) ou dialética (cujo foco é a contraposição e contradição de ideias que levam a outras ideias). Para nós, participantes dos Planos Petros e principalmente dos PPSP, o que verdadeiramente importa é a aprovação do alcunhado NPP. Desde que as cobranças do PED começaram, há exatos dois anos, muitos foram levados ao desespero extremo. Agora, mesmo que sabedores dos desmandos e erros cometidos em gestões passadas, temos o dever de olhar para o horizonte que se descortina a nossa frente e buscarmos, como membros do Conselho Deliberativo da PETROS, as soluções para mitigar essas perdas com o ressarcimento daquilo que nos é de direito. Agradeço, sinceramente, pela missão que nos foi confiada tanto por aqueles que nos elegeram, quanto pelos demais participantes, que hoje podem atestar que atuamos em prol de todos os participantes, em conjunto com os demais membros do Conselho.

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