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Claudia Padilha assume presidência do Conselho Deliberativo da Petros

Publicada no site da Petros, em 21/01/2021 16:28

Claudia Padilha de Araujo Gomes 

Pela primeira vez na história da Petros, o Conselho Deliberativo será presidido por uma mulher: a advogada Claudia Padilha de Araujo Gomes, que assumiu, em 18/01/2021, o mais alto posto de governança da Fundação. Claudia substitui Gustavo Raposo, que esteve à frente do CD de 13 de setembro de 2019 a 17 de janeiro de 2021, período em foram implementados projetos estruturantes, fundamentais para a sustentabilidade da empresa.

A Petros agradece o empenho e a dedicação de Raposo, que exerceu importante papel nas recentes conquistas da Petros. Durante o seu mandato, participou do projeto de reestruturação dos planos Petros do Sistema Petrobras (PPSP-R e PPSP-NR), com a cisão dos Pré-70, solucionando uma questão histórica dos planos, e a aprovação do novo modelo de equacionamento, que marcou um novo momento para os dois maiores planos que administramos, além de outras importantes conquistas.

Para completar o quadro do Conselho Deliberativo, foi indicado o engenheiro Camillo Vianna Cantini, habilitado pela Previc em 18/01/2021. Camillo atua há 8 anos na Petrobras e, desde 2016, trabalha na área financeira da companhia, sendo responsável pela elaboração de análises econômicas. Confira aqui a composição atualizada do órgão colegiado.

Com 19 anos de trajetória profissional, a nova presidente tem ampla experiência nas áreas de previdência, jurídica e de recursos humanos, exercendo cargos gerenciais, principalmente em empresas do Sistema Petrobras, onde construiu sua carreira. Também possui amplo conhecimento sobre a Petros, já tendo cumprido quatro mandatos como conselheira deliberativa e atuado também como executiva de gestão de pessoas. Formada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Claudia possui MBA Executivo em Finanças e Gestão Estratégica de Recursos Humanos e pós-graduação em Direito Empresarial com Ênfase em Direito do Trabalho, ambas pela Fundação Getúlio Vargas, além de especialização em Gestão de Previdência Complementar pela Universidade Federal Fluminense/Instituto Ideas.

Para que nossos participantes conheçam um pouco melhor os planos da nova presidente do Conselho Deliberativo, batemos um papo com ela, que você confere abaixo.

Como é presidir a maior instância de governança do segundo maior fundo de pensão?
Acredito muito no caminho que a Petros está seguindo e meu objetivo à frente do CD é contribuir ainda mais para a sustentabilidade da empresa, a partir de um trabalho integrado, visando fortalecer a atuação da Petros em termos de governança, transparência, integridade e modernização das práticas de gestão, utilizando como referência os melhores modelos existentes no mercado. Ser a primeira mulher a presidir o Conselho Deliberativo também é motivo de satisfação, pois é um movimento que está em linha com o atual momento de transformação cultural pelo qual passa a empresa, em busca do aprimoramento contínuo do negócio. Estou certa de que a multiplicidade de experiências, aliada ao comprometimento de cada um dos membros do colegiado, fortalecerá ainda mais a atuação do Conselho Deliberativo da Petros, buscando incessantemente uma gestão de excelência e o cumprimento das obrigações junto aos participantes.

Quais serão as suas metas para este primeiro ano comandando o CD da Petros?
A principal meta é consolidar todo o trabalho de turnaround que vem sendo colocado em prática desde o ano passado e do qual tive a honra de contribuir como membro do Conselho Deliberativo. Já estamos colhendo resultados destas importantes mudanças, mas precisamos concentrar esforços para evoluir nessa jornada de transformação, implementando projetos que assegurem a saúde financeira e atuarial da empresa. Além disso, gostaria de ajudar a aprimorar ainda mais a governança da Petros com o fortalecimento ainda maior da cultura de Compliance e implantação das melhores práticas de mercado existentes no Brasil e no mundo.

Petros agilizará trabalho de apuração em busca de ressarcimentos

Publicada em 12/08/2020 18:33

O Conselho Deliberativo da Petros aprovou a contratação de uma consultoria externa para apoiar o trabalho do Setor de Apurações e Reparação de Danos, da Gerência Jurídica. O objetivo é acelerar as apurações internas, averiguando quaisquer irregularidades em investimentos decididos no passado, subsidiando a busca por ressarcimentos e fortalecendo a governança da Petros. O envolvimento da consultoria neste trabalho também fornecerá uma chancela externa e maior independência nas apurações e medidas judiciais contra ex-gestores e terceiros que tenham causado danos à Petros.

A contratação da consultoria externa vai permitir ainda que o time do Setor de Apurações e Reparação de Danos, criado em janeiro deste ano, intensifique outras atividades fundamentais como análise reputacional, monitoramento dos processos de fundos exclusivos, busca de bens e acompanhamento de ações judiciais.

Para que todo o trabalho de identificação e recuperação de danos possa ser realizado da forma mais eficiente, todos os ativos a serem apurados foram listados em um ranking de priorização, seguindo as melhores metodologias e práticas de auditoria e investigação.

Fatos e dados são apurados a fim de identificar se houve dano à Petros e, caso tenha havido, se decorreu de conduta que possa ser atribuída a ex-gestores ou a terceiros. O setor também é responsável pela elaboração de um parecer de viabilidade financeira, para que seja definida não somente a ocorrência de lesão à Fundação, mas também seu valor.

Quando identificada a existência de dano, tais relatórios são enviados ao escritório que elabora parecer de viabilidade jurídica, examinando o nexo de causalidade entre as condutas apontadas na investigação e os danos apurados no parecer de viabilidade financeira. Isso resulta em uma matriz de responsabilização, bem como em orientação quanto aos procedimentos jurídicos a serem adotados na busca dessa reparação.

Em dezembro de 2019, a Diretoria Executiva reformulou a gestão das Comissões Internas de Apuração (CIAs), transferindo-as para a Gerência Jurídica com o objetivo de priorizar e acelerar sua conclusão. Desde janeiro deste ano, quando o trabalho passou para o jurídico, foram finalizadas 13 apurações — a Petros já ingressou com quatro ações de responsabilidade civil; pleiteou seu ingresso como assistente do Ministério Público Federal em três por improbidade administrativa (relativa a três ativos apurados); cinco estão em fase de finalização de parecer jurídico estratégico e um ativo não apontou ocorrência de dano. A maior parte dessas ações corre em segredo de justiça.

Além disso, desde abril deste ano, um escritório criminalista acompanha os interesses da Fundação em inquéritos policiais, acordos de leniência e colaboração premiada, bem como nas ações criminais.

A Petros segue firme buscando o ressarcimento por todos os danos que tenha sofrido, em defesa do patrimônio dos participantes.

Fonte: site da Petros

Nota do conselheiro Herval

Em qualquer situação da vida, o primeiro passo é sempre o mais difícil. No entretanto, assim que o fazemos, mesmo sem equilíbrio, caminhamos.

Confesso que não esperava tamanha reação para o post intitulado “Suspensão do pagamento das parcelas devidas com o Novo PED….”, mas não me surpreendi com algumas posturas. Ao contrário do que alguns esperam, eu não pretendo atacar ninguém, nem tampouco pretendo nos dividir em grupos, porque isso já acontece há muitos anos. Eu estou ao lado dos sensatos e quem se sentir atacado com essa expressão, preventivamente, antecipo que não aponto o meu dedo indicador a ninguém, visto que eu sei que ao fazê-lo, outros quatro dedos da minha mão se voltarão contra mim. 

Indo direto ao ponto, a nota não aborda questões pretéritas que nos trouxeram à atual situação, tal como a Repactuação do plano PPSP. Isso já ocorreu, inclusive a cisão dos planos, em abril de 2018. Outro ponto importante é que no conselho deliberativo nós não temos “lados” e sim diretrizes. Eu não tenho, nem coleciono inimigos, talvez adversários; o meu papel de conselheiro não é esse. Eu represento e atuo em defesa de todos os participantes dos Planos Petros, mesmo que alguns não se sintam representados por mim ou sequer tenham votado para me eleger. Não tenho apego a cargos, funções, bens materiais, mas nem por isso condeno quem pensa diferente de mim. Não sou uma ilha de pensamentos, nem sofro de daltonismo. Respeito a todos e sou responsável pelos meus atos. Para mim, é importante destacar isso. Meu alinhamento é circunstancial, como o foi no momento em que produzirmos o texto exposto na referida nota dos conselheiros. Discordo total ou pontualmente de ações pretéritas das entidades sindicais e não me furto a expressar minhas convicções frontalmente a eles. Não ataco a ninguém pelas costas. Esse é o meu procedimento e quanto a isso eu falo por mim. 

Em vésperas de completar 61 anos de vida, não pretendo mudar meus valores morais e éticos, dentre eles a minha Honestidade ou Lealdade de propósitos. Não sei ser leviano, porque não julgo caráter de ninguém. Isso não é um ataque e sim uma defesa da minha honra. Não pretendo responder quem julga as minhas ações por sua régua de valores. Como disse antes, eu só conheço a minha régua. 

A atual composição do conselho, na sua maioria, é composta por novatos. Tanto aqueles indicados pela Petrobras, quanto em relação aos eleitos. Apenas o Ronaldo Tedesco possui um amplo conhecimento da Petros. Eu, José Roberto e André, temos pouco mais de seis meses de experiência, enquanto que o Norton acumula vivências da suplência do mandato, iniciado em 2015. Antes, também, que alguém saia “levantando armas”, essa explicação não é uma desculpa; até porque não tenho porque pedir desculpas de nada. A minha experiência profissional não foi interrompida desde setembro de 1979, ano que ingressei na Petrobras. Continuo trabalhando, aprendendo e me atualizando, mesmo aposentado, desde 2017, do sistema. 

Finalizando, o meu olhar nunca foi para o retrovisor da vida. Fui eleito por aqueles que acreditaram e acreditam em mim, dentre eles o meu maior eleitor: eu mesmo.

Esse blog foi criado em fevereiro de 2020 e está cumprindo com o papel que eu esperava. Ele é um canal de comunicação aberto onde todos podem emitir suas opiniões. A única regra que eu estabeleço é a do respeito que todos trazem do berço de suas famílias e TODOS estão cumprindo com essa regra. Não exigi elogios, nem vou reprimir críticas. Também não recebo ordens de ninguém. Sinto que muitos tinham seus gritos sufocados na garganta e esse espaço funciona como um vale para reverberar o eco de suas vozes. Leio tudo, mas me dou ao direito de não me sufocar com a bílis de alguns poucos. 

Agradeço, sinceramente, àqueles que nos indicam caminhos e prometo que vamos avaliá-los. Não tenho a pretensão de ser uma unanimidade. Alguém, antes de mim, já disse que toda unanimidade é burra. Ainda bem. 

4 anos em 4 meses

Esse relato poderia começar em abril de 2019, há 10 meses atrás, quando recebi uma ligação telefônica para comparecer a AMBEP de Curitiba. Imaginava receber notícias de um processo movido pela Associação, mas era um convite para concorrer e representar os participantes assistidos nas eleições que viriam a acontecer em setembro daquele ano. Fiquei de pensar e dar uma resposta, por longas duas semanas. Não tinha nenhuma experiência em concorrer a cargos eletivos e sequer estava a par do calendário de eleições aos conselhos deliberativo e fiscal. Assim como a maioria de nós, encontrava-me em estado de impotência, revolta e letargia; não necessariamente nessa ordem de humor. Conheci meu parceiro de chapa e hoje meu amigo, José Roberto, em maio, numa reunião da sede da AMBEP, no Rio de Janeiro. Iniciamos um périplo pelo Nordeste e Sudeste do país e entre 16 de julho e 30 de agosto visitamos 14 cidades, sendo Salvador, por duas vezes. Tentamos levar uma mensagem de esperança na renovação, com mudança de atitudes e expectativa de resgatar a Petros que sempre foi nossa, mas que, nos últimos tempos, se afastava da visão preconizada por sua administração: “Ser reconhecida no mercado de previdência complementar por sua excelência na administração de planos de previdência, na gestão de ativos, na transparência, na integridade e no atendimento aos seus participantes e assistidos“.

Essa então passou a ser a nossa bússola, repetida durante a campanha quase que como um mantra: TRANSPARÊNCIA, INTEGRIDADE E AÇÃO EM PROL DOS PARTICIPANTES!

A urna eletrônica, aberta no dia 16 de setembro de 2019, revelou 7.576 votos de confiança, de um total de pouco mais de 36 mil votantes (26,6%), a maior desde 2013, mas ainda assim distante do ideal de participação, que nos elegeu, a mim e ao José Roberto para representar a TODOS os participantes dos Planos Petros. Em menos de um mês, no dia 15 de outubro, fomos apresentados a uma nova proposta de equacionamento, que girava em torno de R$ 34 bilhões, onde causas estruturais, conjunturais, de má gestão e fraudes, caem sobre todos nós tal qual a lava de um vulcão em erupção.

Ontem, 20 de fevereiro de 2020, não é uma data a ser comemorada efusivamente. Nenhum dos 10 conselheiros presentes, Eu, André, Marco Viana, Leonardo Moraes, José Roberto, Norton, Ronaldo Tedesco, Gustavo Raposo, Afonso Granato e Cláudia Padilha, sendo estes, em negrito, titulares com direito a voto, ficamos felizes por aprovar um Novo PED. A nova composição desse conselho não mais distingue indicados e eleitos, porque TODOS nós estamos atuando juntos para resgatar a Petros que queremos com a missão que lhe foi confiada há quase 50 anos atrás: “Pagar benefícios aos nossos participantes de forma eficiente, transparente e responsável, com base numa gestão de excelência“.      

Ontem, recebemos muitos comentários na NOTA DO CONSELHEIRO. Respondemos a alguns, mas não ignoramos nenhum. Aprovamos TODOS, sem censura. Mesmo aqueles que “machucam” com palavras de incompreensão e revolta, porque talvez fosse essa a nossa forma de se expressar, caso estivéssemos apenas no papel de representados, sem direito a voz no Conselho Deliberativo. A nossa postura é de compreensão. É nosso dever agir com respeito pelas pessoas. A nossa missão tem como meta lutar até o último dia desse mandato, honrando cada um dos votos de confiança que recebemos e até daqueles que optaram por outros candidatos para representá-los. Nenhuma luta é em vão sem o propósito de Deus em nossas vidas, mesmo para aqueles que não crêem Nele e na missão que lhes foi confiada aqui na Terra. Somos apenas instrumentos.

Por fim, gostaria de agradecer a uma pessoa que para mim é especial, desde que a conheci, em maio, naquela reunião da AMBEP citada no começo desse post: Luis Carlos Xerxenesky, suplente na chama de Epaminondas Mendes, a quem tive a honra de substituir nesse Conselho, que tomou posse, há menos de três meses, no dia 26 de novembro de 2019, três dias após eu ter completado 60 anos de vida e mais de 40 anos de Petrobras.

Desculpem-me pelo longo texto, mas era importante para mim.

Herval Filho
Conselheiro Deliberativo
2019-2023

NOTA DO CONSELHEIRO – 20/02/2020

APROVAÇÃO DO NOVO PED!!!

O Conselho Deliberativo (CD), em reunião ordinária realizada no dia de hoje, aprovou a proposta do Plano de Equacionamento do Déficit Técnico referente de 2018 – Novo PED.

As contribuições extraordinárias, com a adoção de ALÍQUOTA ÚNICA foram estabelecidas em:

PARTICIPANTEPPSP-NRPPSP-R
Ativos12,00%10,56%
Assistidos13,59%12,05%

Juntamente com a aprovação do Novo PED, foram aprovados: os regulamentos do PPSP-R e PPSP-NR, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) – a ser celebrado com a PREVIC – e as premissas atuariais para 2019.

Vale ressaltar a significativa redução de 0,8% da Taxa de Juros em relação a 2018, redução essa que só foi possível em função dos expressivos resultados dos investimentos em 2019.

Com taxas de 4,43% para o PPSP-R e 4,37% para PPSP-NR, a Petros passa a ter uma das menores taxas do segmento de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), fator de extrema importância para a Fundação face à queda de juros no Brasil.

O processo agora segue para aprovação das Patrocinadoras, e dos órgãos de controle SEST e PREVIC. No momento está mantida a previsão de implantação para o mês de abril.

Finalizo, reforçando nosso compromisso de continuar em busca da origem do déficit, bem como de ações que possam de alguma forma minimizar essa carga que foi colocada sobre nós.

O NOVO PED É UM PALIATIVO; JAMAIS A SOLUÇÃO

José Roberto e Herval
Conselheiro Deliberativo
2019-2023